Mais acidentes na segunda noite confirmam Carnaval 2018 como o da insegurança

Desfile campeão da Portela. Foto: Fernando Grilli/Riotur
A segunda noite dos desfiles na Passarela do Samba ratificou o Carnaval 2017 como o da insegurança. Após o acidente com a alegoria do Paraíso do Tuiuti, na primeira etapa da festa, a Sapucaí perplexa assistiu a um desfile trágico da Unidos da Tijuca. A parte superior de um carro da escola desabou, ferindo 10 pessoas e inviabilizando a apresentação, o que deve levar a azul e amarelo do Borel – uma das favoritas no pré-Carnaval – a ser rebaixada para a Série A em 2018. Mas a Tijuca não esteve sozinha – Além dela, outras duas escolas tiveram problemas com suas alegorias, evidenciando a urgência de mudar o processo de construção dos equipamentos.
A Mangueira, atual campeã, viu o segundo carro sofrer incidente que deve lhe custar o bi. A representação da festa de São João, no enredo sobre fé e religiosidade, parou no meio da pista, abrindo imenso buraco bem em frente à segunda cabine dos julgadores. Uma lástima para a verde e rosa, que fazia a melhor apresentação do ano, confirmando o carnavalesco Leandro Vieira como estrela emergente do espetáculo.
A União da Ilha, que abriu a segunda-feira, foi outra escola com problemas em alegoria. O último carro teve dificuldades para fazer a curva da concentração, na Avenida Presidente Vargas, e entrar no Sambódromo. A ocorrência causou apreensão nos componentes, temerosos de novo acidente, e comprometeu a evolução da tricolor.
Em seguida, a São Clemente passou de maneira tediosa pela avenida, sem conseguir a atenção da plateia para o enredo sobre a realeza francesa. A carnavalesca Rosa Magalhães apresentou as alegorias caprichadas de sempre, mas o samba da escola de Botafogo não ajudou. A parte de baixo da classificação deve ser o destino dos bambas da Zona Sul.
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A boa surpresa de 2017 entrou em seguida. Dominante da década de 1990 que enfileirava carnavais desenxabidos há tempos, a Mocidade Independente empolgou o público, especialmente pela comissão de frente, com o drone fantasiado de Aladin. A arquibancada se empolgou e gritou o “é campeã” que há muito não era ouvido pela turma da Estrela Guia. O restante da escola se portou de maneira impecável, credenciando a verde e branco a uma vaga no Desfile das Campeãs.
Após a acidentada passagem da Tijuca, a Portela pisou a Sapucaí em busca do título que escapou no Carnaval passado. Apesar de ser a escola do badalado Paulo Barros, quem brilhou foi o chão da azul e branco. Os componentes cantaram o samba com força e paixão, garantindo a águia entre as postulantes ao primeiro lugar.